domingo, 9 de outubro de 2011

O PODER DE DEUS!


Conheci a heróica história deste britânico, usado por Deus, há alguns anos atrás através de um e-mail que recebi.

         Limpando antigos arquivos, achei o vídeo sobre ele. Emocionei-me novamente. Decidi então, compartilhar para que mais pessoas possam conhecê-la e para trazer a tona o tema: “Holocausto”. Para que ninguém nunca se esqueça da existência desse período negro vivido pela humanidade.
Para quem não conhecia Winton, fica aí uma bela história de um herói verdadeiro e capaz. Que Deus não precise mais criar heróis para salvar crianças inocentes das garras do mal!
         Que esta história também sirva de antídoto contra tanta falsa modéstia, falsa moral e falsos heróis que convivemos cotidianamente.
Perca um tempinho e veja o vídeo, valerá à pena!

Ao chegar à Checoslováquia entendeu o que o amigo queria dizer. Diante de seus olhos, milhares de refugiados desesperados – judeus assustados, comunistas e dissidentes políticos tinham que deixar o país rapidamente por causa do Acordo de Munique, assinado em setembro e, segundo o qual, a Grã-Bretanha, França e Itália haviam concordado em retirar suas tropas do território checo e ceder à Alemanha uma parte deste território. “Quando vi todas aquelas pessoas, percebi que deveria fazer algo para ajudá-las”. E fez.
            Winton ficou três semanas em Praga, coletando fotos e informações sobre jovens que precisavam de ajuda. Ao retornar à Grã-Bretanha, teve que convencer o governo a permitir a entrada dos jovens refugiados, o que de fato conseguiu, e atender as condições impostas pelas autoridades. Winton conseguiu através do apoio de organizações beneficentes e de organizações cristãs encontrar pessoas interessadas em adotar os refugiados, assim como obter os recursos necessários para o transporte e para o depósito de 50 libras para cada criança.
            Durante os primeiros nove meses de 1939, organizou o transporte de crianças para a Grã-Bretanha, chegando ao total de 664 jovens, dos quais 90% eram judeus. O novo grupo, com quase 200 passageiros, deveria partir no dia 3 de setembro, quando a guerra eclodiu. Todos os meios de transportes foram bloqueados e os que não co0nseguiram sair da Checoslováquia foram enviados aos campos de concentração, nos quais acabaram morrendo, como milhares de judeus, durante o período de 1939 a 1945
            Apesar de todo o seu empenho, porém, o responsável por essas operações de resgate permaneceu oculto por quase meio século. Nem as crianças por ele salvas sabiam a quem agradecer por estarem vivas. O fato tornou-se conhecido, mais por obra do destino do que por iniciativa de Winton. No final de 1987, enquanto organizava seus documentos, Winton encontrou a listagem de nome de todas as crianças que havia salvado em 1939. Não sabendo o que fazer com a lista, foi aconselhado por um amigo a entregá-la à Dra. Elizabeth Maxwell, uma especialista em estudos sobre o Holocausto, esposa de um jornalista judeu, o magnata Robert Maxwell. A história foi publicada no Sundey Mirror, um dos tablóides da família Maxwell, com grande repercussão.
            A apresentadora de televisão londrina Esther Rantzen, ouvindo a história, interessou-se em trazê-lo a seu programa, “That’s Life”. Sob o pretexto de que apenas assistir ao show para prestigiá-lo, Rantzen anunciou: “Senhor Winton, tenho uma surpresa para lhe contar. Sentados ao seu lado estão duas das pessoas que o senhor salvou da Checoslováquia, em 1939”.
            Vera Gissing, que estava ao seu lado, relembra que seus olhos se arregalaram ao fitá-la e começaram a lacrimejar. “Para mim, após tantos anos, ter finalmente conhecido o homem que salvou minha vida, foi um momento muito especial. Fique apenas preocupada com ele, pois pensei que, aos 80 anos, o choque seria muito forte. Apesar da grande alegria em nos conhecer, ele não gostou da maneira como a apresentação foi feita”. Ela escreveu a biografia de Winton em reconhecimento a seu ato de coragem. Na obra, a autora relata toda a sua vida, seus méritos e a operação de resgate que se iniciou em 1938. Na época, ele trabalhava como operador na Bolsa de Valores.
Vera Gissing conta que, quando a guerra eclodiu, não havia quase nada que Winton pudesse fazer para ajudar os refugiados. Porém em 1942, ele abandonou o mercado financeiro e t0rnou-se voluntário da Cruz Vermelha, na França. Posteriormente começou a trabalhar nas Nações Unidas e, em seguida, no International Bank, em Paris. Depois de se aposentar dedicou-se exclusivamente ao trabalho voluntário, tendo sido homenageado em 1993, com o título de Membro do Império Britânico e incluído na lista de honra da rainha Elizabeth.
            Atualmente, Winton vive em Maidenheah, perto de Londres, com sua esposa, com a qual é dasado desde 1948. Tem dois filhos; um terceiro faleceu na infância, Desde 1988, no entanto, sua família cresceu rapidamente. “Ele é nosso pai e avô honorário, porque nossa família foi exterminada durante a guerra”, afirmou Vera Gissing.
Sessenta desta “crianças” se reuniram em um evento chamado “Obrigado Inglaterra”, organizado pelo embaixador checo para honrar aqueles que acolheram e facilitarm a adaptação deste refugiados, Na ocasião, a atuação de Nicolas Winton foi comparada à de Oscar Schindler, por um dos organizadores.
            Nicolas Winton, no entanto, não entende o porquê de tantas homenagens, “Ele considera que apenas fez o seu dever”, explica Vera Gissing. “Outras pessoas também tiveram méritos nesta operação, mas Winton foi quem idealizou e organizou o salvamento de tantas vidas. Sem ele, algumas poucas crianças poderiam ter sido salvas, apenas algumas”.

Informações extraídas da revista Moracha.com

Assista à historia de Nícolas Winton narrada por Sérgio Chapelin

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